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Portifolio: Maestro Roberto Minczuk
Por: Elisia Teixeira. Foto Rachel Guedes | Sotaque Brasileiro, Número 14, Inverno 2006
Setor de Promoção Comercial, SECOM, incentiva a exportação de produtos brasileiros e promove investimentos estrangeiros no Brasil

Minczuk no concerto da Orquestra Acadêmica do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, em julho de 2006.
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Em 2005, após uma longa e apurada seleção de candidatos internacionais, o maestro brasileiro Roberto Minczuk foi o escolhido para reger a Orquestra Filarmônica de Calgary. Sua estréia no conjunto, dia 15 de setembro, foi aclamada pelo público, imprensa e críticos com comentários sobre o estilo “high energy” do maestro.
Com uma carreira internacional consagrada, Minczuk conduziu aclamadas orquestras norte-americanas e européias. Em 2004, o maestro ganhou o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum Clássico com seu primeiro CD, Jobim Sinfônico. No mesmo ano, foi premiado com o Emmy pelo programa New York City Ballet - Lincoln Center Celebrates Balanchine 100, transmitido ao vivo nos Estados Unidos. Outras gravações suas incluem participações com a Filarmônica de Londres – com composições de Ravel, Piazzola, Martin e Tomasi – e com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (da qual foi diretor artístico adjunto por 8 anos), com a versão integral das Bachianas Brasileiras e o CD Danças Brasileiras.
No Brasil, Minczuk é diretor artístico do Festival de Inverno de Campos do Jordão e diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). Sob a gestão do maestro, a OSB recuperou o padrão de excelência. Um dos grandes feitos de Minczuk, segundo a Folha de S. Paulo, foi acabar com crises internas como a falta de pagamento.
Roberto Minczuk iniciou sua carreira com a trompa, considerada um instrumento difícil, e logo foi reconhecido como um dos talentos musicais mais promissores de sua geração. Antes de ser maestro, Minczuk queria ser um bom instrumentalista. O que certamente conseguiu, pois como instrumentalista recebeu inúmeros prêmios de destaque, entre eles o Prêmio Moinho Santista (1991). Já como regente, Minczuk ganhou prêmios como o Martin Segal (2000), concedido pelo Lincoln Center, de Nova York, e o Prêmio Revelação do Ano (1998), oferecido pela Associação de Críticos de Arte de São Paulo ao artista jovem de maior destaque.
Quando ainda era estudante na Juilliard School, famosa escola americana de música e artes cênicas, Minczuk foi convidado a tocar como solista de trompa com a New York Youth Symphony, no Carnegie Hall, e com a Filarmônica de Nova York, como participante do Young People’s Concert. A grande guinada em sua carreira foi a estréia como regente na Filarmônica de Nova York, em 1998.
No Canadá, o refinamento de Roberto Minczuk deu novo tom à Orquestra Filarmônica de Calgary. No concerto inaugural da temporada, o maestro fez uma palestra expondo sua filosofia como regente e diretor musical e seu “desejo de criar uma atmosfera musical com a orquestra e o público”. Além de Calgary, as apresentações mais recentes do maestro no Canadá incluem regência de orquestras em Edmonton, Vancouver, Toronto e Ottawa.
O concerto que abriu a temporada da Filarmônica de Calgary incluiu a Sinfonia no. 88, de Haydn, seguida pela Sinfonia no. 5, de Gustav Mahler, peça que requer um grande regente e perfeita harmonia com os músicos da orquestra.
O maestro faz questão de enfatizar seu interesse em promover valores artísticos brasileiros como parte da sua contribuição ao programa musical da Orquestra Filarmônica de Calgary. Um dos primeiros passos neste sentido é a participação do violonista e compositor gaúcho Yamandú Costa no programa “Billy the Kid and a Guitar Sensation”, no dia 10 de fevereiro de 2007. Para saber mais sobre este concerto e a programação da Filarmônica de Calgary, visite o site www.cpo-live.com.
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