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Saúde: Abacate, humor, hormonios, refrigerante
Por: Marta Orsini | Sotaque Brasileiro, Número 15, Primavera 2007

abacate não é vilão

Abacate não é vilão
Conhecido como inimigo das dietas, o abacate, quem diria, é um grande aliado no controle do colesterol. Estudos recentes mostram que a gordura presente na fruta aumenta as taxas de HDL (o colesterol bom) e diminui o colesterol total. Também é indicado para as pessoas com diabetes, pois reduz a resistência à insulina.

Os benefícios não param por aí. O abacate é rico em vitaminas E e C, potentes antioxidantes que ajudam a proteger dentes, gengivas e  retardam o envelhecimento. Mas cuidado com a fruta se você quer emagrecer. O consumo deve ser moderado, no máximo meio abacate pequeno, três a quatro vezes por semana.

O Brasil é o único país do mundo onde o abacate é consumido com açúcar. Entretanto, pesquisadores consideram mais saudável a utilização dele com sal, como acontece no resto do mundo. Em pedaços ou em creme, a fruta pode ser consumida com verduras, tomates, cebolas, ervas aromáticas, pimenta e outras especiarias.

Confira algumas dicas para aproveitar o que o abacate tem de melhor:

- Dê preferência aos frutos mais pesados e firmes. Algumas vezes, a fruta apresenta manchas de cor marrom clara na casca, mas esse é um defeito apenas superficial.
- Para saber se estão no ponto, é só fazer uma ligeira pressão com os dedos. Se a casca estiver fina e ceder, é sinal de que está pronto para o consumo.
- Guarde abacates em lugar fresco e arejado. Se a fruta estiver verde, não a coloque na geladeira, pois o frio impede o processo de maturação.
- Depois de descascado, o abacate deve ser imediatamente consumido, porque, em contato com o ar, a polpa escurece. Para retardar o escurecimento, passe um pouco de limão na superfície do fruto ou não remova o caroço.

sorriso

Rir ajuda a ser criativo
Se você está quebrando a cabeça para encontrar uma solução criativa para um problema, pare de franzir a testa e vá se divertir um pouco.  Um estudo da Universidade de Toronto (U of T) que avalia como o ânimo afeta nossos processos mentais descobriu que o bom humor parece melhorar nossa habilidade de pensar lateralmente.
            “Se você tem dificuldades em resolver um problema, pode ser mais sábio parar o que está fazendo e se dedicar a alguma atividade divertida para então tentar novamente”, sugere Adam Anderson, professor assistente de psicologia da U of T e autor do estudo. Segundo ele, quando as pessoas estão de bom humor, tendem a ter um tipo de pensamento mais global ou intuitivo.

 

Reposição hormonal em xeque

Reposição hormonal

O número de casos de câncer de mama nos Estados Unidos sofreu uma forte queda em 2003. O motivo, segundo um estudo divulgado no site do M.D. Cancer Center, da Universidade do Texas,  seria o abandono de tratamentos de reposição hormonal por milhões de mulheres na menopausa.
            A quantidade de casos detectados caiu sete por cento em relação ao ano anterior. Entre as mulheres de 50 a 69 anos, a redução chegou a 12 por cento para os casos de câncer de mama vinculados aos receptores de estrogênio, quando o crescimento do tumor depende do consumo regular de hormônios. “É a maior baixa de casos de câncer de mama registrada em um único ano”, disse o professor Peter Ravdin, especialista em bioestatísticas.
            Nos Estados Unidos, os casos de câncer de mama aumentaram regularmente a partir dos anos 80 e uma parte deste crescimento foi atribuído aos tratamentos de reposição hormonal, cujas propriedades cancerígenas foram reveladas em junho de 2002. Aproximadamente 30 por cento das mulheres com mais de 50 anos seguiam tratamentos deste tipo. Depois da descoberta, metade abandonou o tratamento.

 

refrigerante

Refrigerantes x ossos

Cuidado com os refrigerante à base de cola, avisa a pesquisadora Katherine Tucker, da Universidade Tucks, de Boston, nos Estados Unidos. Tucker publicou um estudo na revista científica American Journal of Clinical Nutrition que mostra o aumento do risco de osteoporose entre mulheres que consomem esse tipo de bebida. Para chegar a essa conclusão, foram colhidas informações sobre a dieta de 2,5 mil pessoas e a densidade óssea delas na coluna e em três locais dos quadris, as áreas mais afetadas pela doença. A conclusão é a de que apenas esse tipo de refrigerante está ligado à baixa densidade mineral dos ossos em mulheres, independentemente da idade ou de quanto cálcio elas ingerem.

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