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Vida de estudante - Toronto
Por Pedro Venceslau* | Sotaque Brasileiro, Numero 3, Inverno 2003
Se o seu objetivo em Toronto é aprender ingles, evite o português.
Eu sei que é difícil - às vezes quase impossível - resistir a tentação de um longo bate-papo com alguém que fale a mesma língua que a nossa. Ainda mais quando bate aquela solidão, vontade de desabafar com alguém... Mas não tem jeito: quem quer aprender precisa mergulhar de cabeça no inglês, falar o tempo todo, ouvir muito. Ler os jornais canadenses tomando um cafezinho em um dos coffe shops espalhados pela cidade é uma boa pedida para aprimorar a gramática. Especialmente o “Metro News”, que é distribuído gratuitamente em todas as estações da cidade e é escrito de forma simples, com textos curtos e linguagem transparente.
Na maioria das escolas de inglês de Toronto existe regras rígidas para evitar que os alunos falem sua língua nativa. Na ILAC, onde estudei por dois meses, por exemplo, quem for pego mais de duas vezes conversando em outro idioma que nao inglês pode ser suspenso por um dia. Graças a medidas com essa, a grande maioria dos estudantes, inclusive os compatriotas, só falam em inglês, seja na escola, como em casa, nas festas e nas viagens.
Toronto oferece muitas alternativas para estudantes internacionais. Uma delas é a Biblioteca Central da Cidade, que fica na Yonge, quase esquina com Bloor Street. Lá, qualquer um pode usar o laboratório de vídeo e som, além de usufruir dos computadores com Internet, pegar livros emprestados e estudar em grupo. Tudo gratuitamente. Outra boa idéia para aperfeiçoar o “English speaking” é se inscrever como voluntário para acompanhar idosos ou portadores de deficiência fisica. Procure informações na secretária da sua escola de inglês e bote a boca no mundo!
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(*) Pedro Venceslau, 27 anos, e jornalista e fez um curso intensivo de inglês na ILAC, em Toronto.
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